Z, de Costa-Gavras

por J

Costa-Gavras é debochado, quase cínico, mordaz e imbatível do começo ao fim.  Numa trama intrincada e cheia de peças se forma esse thriller político que, logo ao começo, dispara: “qualquer semelhança com eventos e pessoas da vida real não é coincidência – é intencional.”

Um deputado da esquerda envolve-se em um incidente de natureza obscura, pouco após um grande comício pacifista. É a Grécia de 1963, e agora ele está morto. Alguns clichês: um jornalista abelhudo, uma esposa chorosa, um juiz implacável. No fundo, já sabemos todas as respostas; cabe à narrativa encaixá-las tensamente rumo a torná-las públicas.

 

Por fim, uma promessa: a letra z em grego antigo significa “ele está vivo”.

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