Papo sério.

por J

Querid@s amig@s termocoleir@s,

vivenciamos nos últimos dias uma série de acontecimentos chocantes. A sucessão de atos homofóbicos traz o assunto da intolerância à evidência – e discuti-lo, é, sem sombra de dúvidas, fundamental. Então o façamos, sem ufanismos, demagogias ou hipocrisia: de cara limpa.

(Foto: João Gabriel Rodrigues / GLOBOESPORTE.COM)

Crimes de ódio contra os homossexuais se multiplicam – e o Brasil é considerado o país mais homofóbico do mundo, em pesquisa da ONG Conexão G. Enquanto uma transexual é agredida de forma bárbara nos EUA, aqui pertinho, em Minas, meu (ai, como é triste dizer isso) querido Cruzeiro dá um show de vergonha e ignorância, ao utilizar humilhações homofóbicas para desestabilizar o Vôlei Futuro, seu concorrente. O resultado? Uma multinha, que, para um time desse porte, (com o perdão da expressão) é pinto. É porra nenhuma.

Você acha que está longe dessa realidade, meu car@ leitor@? Nada disso. Porque durante a calourada de Letras da UFMG, no dia 2 de abril, um aluno foi chutado – é, chutado – enquanto estava com o seu ficante. O motivo? Sua homossexualidade, basicamente. Porque eu também estava por lá dando umas bitocas, e olha, ninguém me chutou. O que foi feito por parte da segurança no momento – ou da reitoria, posteriormente? Nada. Mas isso não significa que nada será feito.

(Foto: Divulgação / CBV )

Depois do ocorrido com o Sada, o Vôlei Futuro, visto que a Justiça não bastaria, optou por algo muito bonito para protestar contra esse tipo de ato: encheu a quadra de cor-de-rosa e arco íris. E olha, foi lindo demais. De verdade. Porque não é só uma questão de recorrer às autoridades, não. Trata-se de algo muito maior: convencer as pessoas de que a homossexualidade deve ser tratada com respeito, com a dignidade que deve ser dispensada a todo e qualquer ser humano; nós devemos, sim, estampar todas as nossas cores, no peito, com orgulho. É por isso que gostaria de convidar todos vocês a estar amanhã (héteros, gays, trans, bi’s, assexuados: não interessa), na UFMG, às 12 horas, no gramado da Reitoria, para dar um beijaço – e um tapaço na cara da intolerância.

E pra quem quiser saber, no dia do jogo colorido, o Vôlei Futuro venceu o jogo – e muito mais do que uma partida de voleibol.

Jullie quer ver todo mundo lá.

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