Por onde eu andei – mil coisas

por J

Depois de cerca de cinquenta anos semanas sem postar, finalmente voltei! :D Essas últimas semanas foram simplesmente caóticas – e eu fiquei meio perdida no meio delas. Agora as coisas estão relativamente calmas. Ando meio sem tempo, meio sem paciência. Mas estou feliz.

Só de pensar que falta tão pouco pro ENEM, vestibular e coisas afins, me dá um frio esquisito – e ruim – no estômago. A estranha sensação de transpor as minhas expectativas em realidade simplesmente me assusta. Mas estou me preparando e espero que essa fase aflitiva passe rápido. Na hora de decidir, acho que vou optar por Comunicação – e ir contra tooodos os conselhos de várias pessoas que me dizem que eu vou ser fracassada, morar num quitinete conjugado e trabalhar como escrava em fins de semana e dias santos. Mas acho que assim, pelo menos, vou ser mais feliz. Pior do que estou agora, não hei de ficar, enfurnada na escola durante horas e estudando matérias que, em sua maioria, eu não possuo uma gota de interesse.

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Uma das coisas que vem me “tomando” muito tempo ultimamente (digo entre aspas porque não sei se a palavra “tomar” seria pertinente) são as minhas leituras. Estipulei comigo mesma uma meta, pra evitar que meu cérebro seja derretido por bits frenéticos: ler no mínimo um livro por semana.

Ok, há toda uma marotice nesse acordo que eu fiz comigo mesma: nas semanas mais folgadas, leio mais de um livro, deixando como “bônus” pra aquelas que eu estiver sem tempo nem pra cagar. Mas me sinto orgulhosa de estar conseguindo cumprir a meta com pouca dificuldade.

Ando lendo livros muito diferentes, com assuntos e formas muito diversos, o que eu considero muito saudável. Gente que só gosta de um tipo de coisa me cansa, e muito. Haters gonna hate, tá aqui o que eu li no último mês:

A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera, fala de diversos conflitos psicossexuais entre quatro personagens principais: Teresa, Tomas, Franz e Sabina. Taí pra quem gosta de desvendar a mente humana com situações tragicômicas, mas que no sempre significam algo mais intenso se olhado mais a fundo.

O Harry Potter dispensa explicações. Harry Potter marcou minha infância e a minha relação com os livros; li o meu primeiro Harry Potter ainda aos oito – sim, aos oito – em plena segunda série. Aguardava ansiosa a cada lançamento traduzido, esperava os dias, ia várias vezes por semana na livraria. Eu fiz o primário num colégio religioso, e me lembro de um dia engraçado, quando eu e o Victor, com mais ou menos uns 10 anos, fomos interpelados pela diretora por estar lendo livros de bruxaria. É sempre uma lembrança tão divertida, a cara de horror dela ao dizer “mas vocês, meninos, tão inteligentes…”. Ainda hoje a gente ri horrores disso. O único que eu ainda não tinha lido – por preguiça mesmo. Fiquei com peso na consciência de assistir ao filme sem ter lido o livro e resolvi ir logo com isso. E olha, até que gostei do final, viu? :)

Comédias da vida privada, de Luiz Fernando Veríssimo, é um livro engraçado e meio universal. Eu nunca fui muito fã do autor, mas sempre fui apaixonada pelo pai dele, Érico Veríssimo. Os estilos dos dois são imensamente diferentes, eu arriscaria dizer que os dois tem pouquíssimo a ver. Devorei o livro em poucas horas,  e embora eu continue não sendo fã do cara, ouso dizer que é uma leitura leve e divertidinha. Mas nada que marque muito.

E quanto à Primo Basílio… merece um post exclusivo e imenso pra comparar com o filme!

That’s all, folks!

Jullie Utsch é prolixa até falar chega.

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