Termocolantes – morte e vida technicolor

Uma porção de coisas que não cabem numa caixa.

Porque, sem querer,

foi assim que começou. Já era muito tarde. Sem querer foi que eu fui me deixando levar. Sem querer; mas foi uma grande ironia,  o tempo todo, e o acaso foi sádico, muito. Quando vi, já era muito tarde, e a luz amarelada do poste entrava pelas frestas da janela. Ele cantava baixinho, no meu ouvido, pra eu dormir, os dedos entrelaçando os meus.

“Começou assim: tímido regato;

quando caí em mim havia se tornado oceano.”

Parece até que eu já sabia de tudo! Quando caí em mim, ah quando caí… já era muito tarde.

 

 

Talvez demais.

Diga lá

Do que é que você tem tanto medo? O que é que eu não posso descobrir de jeito nenhum? Por que não? Por que sim?

Fraqueza pra mim é outra coisa. Tão diferente, tanto…

Odeio

Como eu odeio, como eu odeio.

Estava na mesa do bar, esperando a Amanda. Preferia deixar pra lá e desenhar bolinhas, caraminholas, flores, passarinhos e outras coisas.  Só que, ao invés, desenhei você no caderninho, com direito a nanquim por cima; e o pior, já sabia todos os seus traços, e me assustei quando dei de cara com você no papel, saído das minhas mãos.

Como eu odeio.

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